terça-feira, 28 de julho de 2020

Alfabetização Precoce


Alfabetização Precoce
12 jogos de alfabetização para auxiliar no desenvolvimento infantil 


Até os seis anos de idade, o mais importante para o ser humano é brincar livremente para desfrutar a 1ª infância que passa tão rápido.
Quando a criança está brincando, ela está aprendendo várias coisas.
Na brincadeira está descobrindo um universo muito rico.
A criatividade que cada criança expressa nessa hora é a maior riqueza para o seu aprendizado.
A alfabetização precoce, que tira o sono de muitos pais e ganha cada vez mais adeptos nas escolas infantis, é questionável.
A criança precisa ser criança.
Outros acreditam nesta antecipação.
Os espaços das escolas infantis devem ser para aprender diferentes tipos de linguagem.
A escrita não deve ser prioridade e a alfabetização precoce não deve ser conteúdo destes estabelecimentos.
Os especialistas alegam que essa corrida para saber ler e escrever foi impulsionada com a recente aprovação de lei que aumentou a duração do ensino fundamental de 8 para 9 anos, transformando o último ano da Educação infantil no 1º do ensino fundamental.
Os colégios particulares começaram a acelerar o início da alfabetização aos 3 anos.
A motivação em geral vem da ansiedade dos próprios pais. Muitos acreditam que o filho precisa ser o melhor.
Por isso, esperam que tenham conhecimento antecipado.
Não é colocando numa escola de excelente reputação que os pais vão garantir que a criança se torne um adulto melhor. O importante é que nessas escolas ela viva bem a infância, busque experiências e lide com o coletivo, se socialize.
A Escola não prevê salas de aulas, mas espaços para a criança manter relacionamentos interpessoais.
As crianças estão sendo cobradas cedo demais a ter contatos com conteúdos e habilidades que não desenvolveram ainda.

Análise
“Escolas que priorizam o conteúdo precoce podem gerar o efeito inverso e criar desinteresse pelo ensino.”
O fundamental é estimular o contato com o mundo social, a capacidade de interagir e trabalhar valores.
O importante é que as escolas levem em conta as diferenças, sem pressionar as crianças.
No tempo de cada um.
Não é escrevendo cedo que ele será um adulto feliz.
Como deve ser
·       Atividades de leitura e escrita devem ser aprendidas de forma lúdica, atraente e adequada a cada faixa etária para não gerar desinteresse.
·       Prática de atividades corporais que trabalham noções espaciais e coordenação motora. São habilidades importantes para desenvolver a escrita.
·       Recursos para introduzir à criança ao mundo das letras, como contação de histórias em voz alta, facilitação ao acesso aos livros infantis, músicas, etc.
A escola precisa estar preparada para os ritmos de desenvolvimento.
Tentar acelerar o processo e discriminar as que não conseguem se alfabetizar é prejudicial.
As que ainda não desenvolveram curiosidade ou interesse pela leitura ou escrita vão chegar ao resultado esperado, respeitando seu ritmo.
Com cobrança para alfabetização sem amadurecimento corre-se o risco de tornar a criança estressada, sem motivação e ela pode se achar menos inteligente do que as demais.
Professores precisam se desprender de métodos antigos de ensino que preconizam que todos os alunos deveriam ser alfabetizados ao mesmo tempo e juntos.
A realidade mostra que isso não acontece.
Crianças pequenas precisam desenvolver a socialização e a criatividade , de preferência brincando.
                                    Maria Tereza Pereira de Almeida
                                    psicopedagoga e arte-educadora
                                    email: teralminha@terra.com.br
                                    whatsapp: (11)97358 4767